Paulistana faz marmitas e papinhas de graça para ajudar mães solteiras

"A ideia é que as mulheres se ajudem mutuamente", explica Laura Lopes

Laura espera inspirar mais gente

Laura espera inspirar mais gente

Arquivo Pessoal

Uma paulistana de 27 anos decidiu usar o tempo livre e as habilidades na cozinha para ajudar mulheres que são mães solteiras. De férias, a psicóloga Laura Helena Lopes começou a fazer marmitas e papinhas de bebê para uma semana de almoço, congelar e entregar às mulheres, sem cobrar nada.

A ideia veio durante uma ida ao hospital, onde ouviu uma mãe comentar que só conseguia levar a filha até lá diariamente para fazer um tratamento porque uma vizinha estava cozinhando para as duas.

Na sexta-feira (11), Laura publicou em um grupo do Facebook uma mensagem oferecendo a ajuda.

— Olá, me disponibilizo para cozinhar marmitas para mães solteiras, é só me dar os ingredientes e os potinhos que eu faço a comida da semana, só por favor me avise com antecedência, ok? O preço é um abraço.

Artista refaz as feições de bonecas para transformá-las em mulheres inspiradoras

A repercussão surpreendeu: foram mais de duas mil solicitações de amizade em poucas horas, e as marmitas de duas mães solteiras na agenda, a serem feitas no domingo. 

— Eu sou feminista radical, mas a ideia não é nem pregar o feminismo, mas sim que as mulheres se ajudem mutuamente, porque é uma ideologia que exige que sejamos legais umas com as outras. Eu me ofereço também para ficar com filhos de mulheres para que elas tenham pelo menos uma sexta-feira livre no mês. Mas só cuido de filhos de conhecidas.

"Por que você não arruma um namorado?" Veja 7 perguntas que toda feminista não aguenta mais ouvir

A psicóloga se solidariza com mães solteiras porque sabe dos perrengues que elas passam.

— Eu fui criada pela minha avó. Até os 12 anos chamei ela de mãe, e a minha mãe pelo nome. Eu sei como é não crescer com uma mãe tão presente quanto ela deveria estar. E já que estou de férias e posso ajudar, por que não?

Laura sabe que, sozinha, não pode aliviar a rotina pesada de muitas mulheres. Mas espera que a iniciativa dela inspire mais gente a fazer o mesmo.

— O intuito é que outras pessoas vejam como ajudar e o façam também. 

Homem agride namorada em elevador de faculdade e estudantes não reagem em experimento social

Acesse o R7 Play e assista gratuitamente à programação da Record quando quiser