R7 Meu Estilo Mulher relata série de abusos que sua mãe sofreu de seu avô: "Eu sou o resultado disso"

Mulher relata série de abusos que sua mãe sofreu de seu avô: "Eu sou o resultado disso"

Rexan Jones foi rejeitada por sua família durante toda sua vida

  • R7 Meu Estilo | Do R7

Rexan Jones faz relato sobre vida conturbada

Rexan Jones faz relato sobre vida conturbada

Reprodução/Twitter

Com apenas 23 anos, Rexan Jones já viveu experiências para uma vida inteira. A jovem americana teve uma infância e adolescência conturbadas devido às relações familiares delicadas.

Em um relato para a revista americana Marie Claire, ela revelou que sofre mesmo antes de ter nascido. Rexan é fruto de um incesto, já que, após uma série de estupros, seu avô acabou engravidando a própria filha.

— Eu sou um produto do incesto. Meu avô abusou sexualmente da minha mãe [filha dele] por anos, eventualmente a engravidando, e eu sou o resultado disso. Ele é meu avô e pai; seus outros sete filhos são, ao mesmo tempo, meus tios e tias e meus irmãos e irmãs.

Segundo ela, sua mãe aguentou os abusos por parte de seu pai durante muito tempo, por ter feito um acordo de que ele deixaria seus outros irmãos em paz. Ao completar 18 anos, ela descobriu que ele não havia cumprido o combinado e resolveu fugir de casa. 

Durante muitos anos a história permaneceu em segredo. A família de Rexan havia chegado ao consenso de que era melhor denunciar os abusos sofridos por sua mãe sem alegar que o responsável pelos atos era o seu pai. Entretanto, quando a verdade finalmente veio à tona, o avô de Rexan foi condenado a 20 anos de prisão por abuso sexual e incesto.

— Um exame de sangue selou o destino do meu avô [...] Ele foi solto há dois anos, mas continua fichado como estuprador. Eu rastreio os passos dele todos os dias para ter certeza de que não está vivendo nas proximidades. 

Apesar da prisão de seu avô ter acalmado as coisas por um tempo, o pesadelo de Rexan não havia terminado. Sua mãe começou a se envolver com drogas e, segundo ela, "deu continuidade ao ciclo de abusos", mas, dessa vez, incluiu a própria filha. A americana relata que foi usada pela mãe para realizar as fantasias sexuais de seu novo namorado, além de filmá-la e fotografá-la para vender as imagens para sites de pornografia infantil. 

Em 1996, quando ela tinha apenas cinco anos, sua mãe se enforcou e a deixou sozinha. Fadada a morar com a avó, Rexan viveu mais alguns anos dentro de um pesadelo. Ela relembra que era agredida física e verbalmente por sua avó, por ser vista como fruto da infidelidade de seu marido. Rexan encontrou o refugio nas drogas, álcool e analgésicos.

Com 16 anos, a americana descobriu que estava grávida do namorado e foi neste momento que sua vida mudou. 

— Parei de beber e fumar assim que soube da gravidez e toda minha vida passou a ser dar ao bebê uma vida melhor do que a que tinha tido. Quando dei à luz, os médicos viram aquela adolescente cheia de hematomas e ligaram para o serviço social.

Rexan foi mandada para um abrigo e encontrou a mesma assistente social que ajudou sua mãe quando ela fugiu de casa. Conhecedora de todo o drama da vida da jovem, ela decidiu adotá-la aos 17 anos. Segundo a americana, este foi o primeiro momento em que pôde experienciar uma vida normal. 

Ao lado de seu namorado da adolescência, Rexan construiu uma família e é mãe de dois filhos, um de seis e outro de quatro anos. Entretanto, o casamento dos dois chegou ao fim após alguns episódios de depressão, ansiedade e até uma tentativa de suicídio da americana. A separação do casal foi amigável e Rexan relata que convive com a nova família de seu ex-marido. 

Aos 23 anos, Rexan admite que encontra forças para seguir em frente em seus filhos. 

— Meus filhos são meu maior incentivo. Eles me ensinam a capacidade de ser feliz. Os dois têm seis e quatro anos e tudo que sabem sobre meu passado é que a mãe era uma órfã que foi adotada. Eles me motivam a sair da cama, ir trabalhar, sorrir. O ciclo de abuso acabou em mim. Passei tempo demais da minha vida sentindo raiva, revoltada com meu passado e ressentida com minha família. Também fiquei muito pessimista sobre a capacidade humana para o mal. Me cansei de sentir esse ódio.

Hoje em dia, ela criou um grupo de apoio chamado Southern Soul Survivors para ajudar pessoas que passam ou passaram pela mesma situação que ela. 

Acesse o R7 Play e assista gratuitamente à programação da Record quando quiser

Últimas