Diferenças políticas são mais fortes do que a paixão 

Posições diferentes têm se revelado um critério eliminatório na escolha dos parceiros, quando não viram um veneno entre os casais

O tempo agora é dos amores de torcidas únicas

O tempo agora é dos amores de torcidas únicas

Reprodução/ Pinterest

Escolher alguém para engatar um relacionamento já não é fácil. Quando entram em cena posições políticas, a decisão pode virar um campo de guerra. Existem muitas diferenças a serem conciliadas num namoro, um gosta de praia outro de campo, cerveja ou vinho, filmes de ação ou comédias românticas, churras ou japa, mas tudo indica que há alguns assuntos que, definitivamente, são decisivos para a continuidade da paquera. "Votou em quem" é com certeza um deles. 

Na tarde desta quarta-feira (25), o termo PTinder foi parar nos assuntos mais comentados das redes sociais no Brasil. Tudo por que a advogada Maria Goretti Nagime, segundo a colunista da Folha, Mônica Bergamo, criou uma página para promover namoros entre pessoas de esquerda. O projeto vai começar no Instagram e seguirá para um aplicativo.

A princípio, a ideia da "procriação em cativeiro", de se fechar em uma única bolha para apenas conhecer gente que pensa da mesma forma, pode levar a uma redução drástica das opções. Mas são tantas as brigas e separações causadas por divergências neste campo que talvez seja melhor evitar a fadiga. Há, de fato, princípios e ideias que nem o tanquinho mais sarado segura. O amor, ao que tudo indica, não resiste a certas paixões políticas. 

Como num estádio, vivemos tempos em que a divisão de torcidas já não é só suficiente para evitar o quebra pau. O único jeito são amores de torcidas únicas.