Atividades que unem esporte e diversão ganham adeptos

Veja as novas modalidades em grupo para não quer sentir que está treinando 

Atividades em circuito e em grupo: a nova febre nas academias de ginástica
Atividades em circuito e em grupo: a nova febre nas academias de ginástica Divulgação

Está aberta a temporada de caça à boa forma perdida com os abusos do inverno. A chegada da primavera é o primeiro estímulo para que as academias de ginástica voltem a lotar, com todo mundo querendo correr atrás do prejuízo.

Este ano, a novidade é que as modalidades criadas para atrair a galera tendem a promover aulas em grupo, nas quais a socialização e a diversão são tão importantes quanto as séries de exercícios. 

A rede Smart Fit, por exemplo, colocou na grade a Smart Shape, uma aula de alta intensidade, com duração de 30 minutos, para grupos de até 20 pessoas, que trabalha em formato de circuito, e na qual a execução é por tempo e não por repetição. Douglas Joaquim,  gerente de operações da Smart Fit, explica que a modalidade tem outra vantagem: o alto gasto calórico e a possilbidade de resultados rápidos.

— As pessoas querem fazer atividade física que seja divertida, algo que não façam por obrigação. Por isso as modalidades em grupo, que tragam resultado e tenha aspecto da diversão, estão sendo lançadas e procuradas. 

A ideia de preparação para o verão também faz com que as aulas com resultado a curto prazo também fiquem lotadas nesta época. Como a Smart Shape é uma aula de alta intensidade, a eficácia é grande, vai depender do objetivo.

— Se o foco é emagrecimento, é possível trabalhar em uma intensidade moderada, e praticar de 3 a 4 por semana. Quem busca potência muscular, pode treinar de 2 a 3 vezes por semana.

Como o treino é circuitado, é possível misturar alunos com diferentes níveis de condicionamento e objetivos. Cada estação exige um tempo do aluno, daí o ritmo e a carga ficam por conta do freguês. Sobre um possível risco de lesões em aulas do gênero, Douglas Joaquim diz que ele é reduzido, na da Smart Shape, pois toda a execução dos exercícios é mostrada em vídeo exibido durante as aulas. O professor não precisa demonstrar a execução e pode, assim, ficar mais de olho nos alunos. 

Funcional com funk 

Fabiana Mangini criou o Funktional
Fabiana Mangini criou o Funktional Divulgação

Na mesma trilha de modalidades em grupo que divirtam o praticante, a personal trainer Fabiana Mangini desenvolveu um treinamento daqueles que as pessoas esquecem que estão treinando: o Funktional. 

— Vi a empolgação das pessoas com o ritmo em uma festa, e achei que poderia funcionar em uma atividade física. Elas estão no circuito, precisam contar o número de repetições, mas tudo é feito de forma mais prazerosa. 

Fabiana é formada em Rolfing e trouxe para o treinamento funcional a consciência corporal da atividade, com a proposta de tirar as pessoas do automático. Feito para grupos de até 30 pessoas, os exercícios sequenciais e cadenciados possibilitam um treinamento de média e alta intensidade com duração de 1h15, sem que o integrante perceba a dimensão da complexidade que trabalhada em cada movimento. Treina sem sofrer. 

Por enquanto, o Funktional tem sido realizado como evento avulso, uma vez por mês, em lugares inusitados. O resultado é que o treino vira meio festa, onde saem as bebidas e entra o exercício físico. A próxima 'balada' do Funktional já está marcada para o dia 10 de outubro, na serraria do Parque do Ibirapuera, portão 7. 

As aulas de Funktional não têm um lugar fixo e viram festa
As aulas de Funktional não têm um lugar fixo e viram festa Divulgação